Apresentação - Bom Semestre!
Curriculum
Inglaterra - Universidade Nova - Escola Secundária
de Almada - Tvtop, Espaço Médico, Jornal de Letras - colaborações - IEFP -
Edições - Edição Assistida - Formação Profissional - manuais - Audiovisuais -
etc.
Universidade - Curso p/ Jornalistas
Diálogo/Intervenção - preponderantes
Trabalho - o papel da Universidade - utilidade
p/comunidade
Saber - Saber ser - saber fazer -
saber saber - Fazer saber - fazer fazer
saber saber
saber
saber fazer
saber ser
fazer saber
Investir/investimento
Sincretismo de saber/sinergia/ rendimento da
aprendizagem evolução da aprendizagem -
diferença de cabeças + e menos madura/experientes
Avaliação
Avaliar inteligência - o que pensam e como pensam
avaliar aplicação - o que fazem, como fazem
avaliar a colaboração/cooperação - como
interagem/relação
Trabalhos e
organização
Quem sabe bater à máquina?
Recensões - distribuição de livros - leituras -
tópicos - apresentação.
Imaginação
Tentar seguir as aulas e a aplicação dos
conceitos, teorias e processos imaginando situações reais, por nós conhecidas.Exemplos
O exemplo do professor nem sempre é o melhor
porque pode não colar à experiência do aluno. O ideal seria o videograma
completo, feito pela BBC, etc.
Métodos Qualitativos versus
Métodos Quantitativos
Made in USA - mais pragmáticos - experimental
Observação
Participante
As referências feitas em etnosociologia ou outras.
A metodologia
O como -
conduzir a pesquisa - um saber fazer
Pré-conceitos-/o assumido - propósitos e
perspectivas
As duas vias
de acesso:
Durkheim/Comte - positivistas (o que
sabem s/ o positivismo?) - observação exterior das coisas/ das pedras. Só é o
que pode ser provado.
Deutsher/Husserl/Peter
Berger -
Compreender o fenómeno social do ponto de vista do
actor social. Sentir como o mundo é experimentado pelos outros.
Como as coisas e as pessoas adquirem sentido. A
gestão desse sentido. Como as instituições gerem esse sentido. O que as pessoas
fazem com isso. Como empregam - A Linguagem e os acessórios.
Quantitativos
Inquéritos/sondagens
quantitativas/inventários/demografia
Qualitativos
Observação/relação/entrevista/comunicação
Dados descritivos para análise e síntese
Desde os antigos - Heródoto/Marco Polo - Fernão
Mendes Pinto
Os Antropólogos.
O Fenómeno
- Kant - O que nos chega por via dos sentidos, da experiência e do entendimento
- a maneira como os sentidos são afectados pela coisa-em-si.
noumeno - a coisa em si,
impossível de conhecer mas pensável, admissível.
Phaenomena - a coisa sensível.
Qualitativos - um modo de abordagem da
realidade.
1 - A pesquisa qualitativa 'tem uma boa
percentagem de indução/ é indutiva, com alguma intuição ( a importância da
experiência e da sensibilidade/abertura no exercício da intuição). O
investigador desenvolve os conceitos a partir dos dados. Segue-se um padrão
flexível de pesquisa.
2 - Nos métodos qualitativos o investigador
observa o envolvimento e as pessoas como um todo/totalidade - não existem sectores nem variáveis - tudo interage - a importância do Contexto.
3 - O investigador é sensível aos efeitos que pode
provocar ou induzir nas pessoas que estuda quando é manifesto.
"Entrar na deles" - modelação flexível.
Ter atenção aos efeitos provocados - desconto.
4 - O investigador tenta compreender as pessoas a partir do seu(delas) quadro de referência/do
seu próprio quadro de referentes. Flexibilidade e plasticidade.
5 - O investigador suspende todos os seus
pré-conceitos - perspectivas e predisposições
(o budismo zen, as religiões orientais, as condições para o despertar dos
sentidos) - o seu quadro, as suas fronteiras e balizas.( Ao observar o
criminoso, o observador é o criminoso, no papel do grande Hermes que permite a
comunicação, a tradução).
Olhar as coisas como se estivessem a acontecer
pela primeira vez. Não há memória. A memória aprisiona.. Nada é garantido,
certo. Tudo está sujeito a reflexão e acerto.
6 - Todas as perspectivas podem ser igualmente
válidas - as dos outros - e discutíveis/passíveis de discussão. Os outros
pontos de vista.
7 - Na investigação é enfatizada a validade, a proximidade do mundo da
experiência, por contraposição menor à verdade.
Primeiro é válido, depois é verdadeiro. Valor de verdade e de validade.
Válido - o que funciona
Verdadeiro - o que está de acordo
com as regras
Quantitativos - enfatizam a força do argumento e a consistência."Concentramo-nos na
consistência do nosso discurso sem nos preocuparmos se estamos certos ou
errados".
8 - Todos
os espaços e pessoas merecem ser estudados. Exaustão.
9 - Há uma parte de arte na pesquisa qualitativa.
Pela flexibilidade na condução do estudo, o
investigador qualitativo é o seu próprio metodologo. Existem orientações, mas
não há regras absolutas.
Os métodos servem o investigador. O investigador
não é escravo de técnicas e procedimentos (de que por vezes nem domina na sua
profundidade/justificação ontológica e/ou epistemológica).
Captar o
que os outros vêem - como os outros
vêem o mundo - a sua(dos outros) gestão dos sentidos(significados).(A razão
por que os sociólogos - + os americanos ficaram com a fama de esquerdistas e
problemáticos.
Explicar os dois sentidos de sentido: significado
e sentido corporal.
Social meanings - os sentidos sociais que as pessoas põem - colam às coisas e às
pessoas.
O "sistema dos objectos" - Jean
Baudrillard.
A interacção
simbólica
a) As pessoas agem relativamente às coisas,
incluindo outras pessoas, com base nos significados, nos sentidos que estas
coisas têm para elas. - É o sentido que determina a acção. - Pragmática da
linguagem.
b) O sentido
é um produto social que emerge durante a interacção. As pessoas aprendem a
ver o mundo pelos olhos dos outros - pelo modo como vêem os outros observar. É
por isso que a linguagem é a instituição global/nacional - comum que a todos
liga.
c) Os actores
sociais "colam" sentido a tudo através de um processo de
interpretação (da peça que desempenham). - performance. O modo como organizam,
dão ordem aos sentidos.
Observação
Participante
Pesquisa que envolve interacção entre investigador
e agentes/informantes durante a qual são recolhidos dados.
Agente social - origem do
vocábulo agente? - acção/age - pragmática.
O Modelo/design
de Pesquisa mantem-se flexível durante todoa a pesquisa - processo de evolução.
Os aspectos específicos da abordagem evoluem à
medida que se avança.
Ex: pesquisa em famílias com 1 elemento parental -
só pai ou mãe - o que pode dar errado.
O estudo qualitativo combina:
Compreensão
em profundidade do espaço institucional
com
Perspectivas
teóricas mais gerais
que transcendem aquele tipo de espaço.
É preciso escolher os locais/espaços
IDEAL : acesso fácil - relação fácil/sem barreiras
- recolha de dados facilitada.
Quando há certeza,
é preciso persistência.
Evitar os locais com relação profissional directa.
Evitar o espaço mais próximo.
Envolvimento
versus
Manutenção do nível
de objectividade - dilema
Início da
investigação
prática
Negociar o acesso
com os Gate-keepers. Explicar o projecto.
Acesso - memória, autoridade,
informação, etc.
Figura, honestidade, humildade, trabalho,
objectivo bom/bem
Identificação total - venda de si - Relações
públicas
Quem é - o que quer - ao que vem?
Dúvidas a limar
O desconforto inicial - acomodação.
O excesso
de informação inicial acumulada.
Tempo de familiarização
- mais à vontade +tempo.
Ajustar o papel. Não descair em
papel incompatível com a pesquisa.
Sexos, mulheres/homens c/ papel
estreitado/reduzido.
Liberdade de
movimentos
- deslocação
Estabelecimento da CONFIANÇA.
Empatia sincera. -
um tipo porreiro, mas não se deixar controlar.Não
ser levado.
Fazer abrir as pessoas
Passar para
lá dos frontispícios.- "A representação do eu na vida quotidiana"
- Goffmann
Saber, ter a noção de até onde se pode ir com cada um.
Atenção às rotinas existentes - não obstruir.
Polsky:
Criminosos - dá para todos:
Se ele se quiser sentar frente ao televisor
durante duas horas - você também quer. Se ele quiser andar de bar em bar pela noite fora - você também. Se ele quiser
ir à bola, você também vai. Se ele achar, não importa porquê, que é altura de
você desaparecer, você desaparece!
O investigador que chega atrasado à reunião e pede
aos médicos para alterarem os seus horários - este tipo de gente dá "mau
nome" aos observadores participantes.
Estabelecer/procurar pontos comuns de vivência e personalidade
Ajudar na vida privada ou pública - não abusar
Humildade - LOW PROFILE
Não mostrar demasiado conhecimento - "Sabe demais!" - é perigoso / mete
medo
Quando o informador diz algo de errado não é necessário corrigir
Deixá-los falar - psicanalista
Mostrar-se interessado no que as pessoas têm para
dizer, mesmo quando, do nosso ponto de vista nada têm para dizer.
Aturar os chatos - nunca se sabe...
cuidado ao evitar
Participar/colaborar - saber até onde...
O TEASING - testar o investigador - a desaprovação
EVITAR SITUAÇÕES DE COMPETIÇÃO
As amizades bem definidas
Os informadores-chave-pivot
Relações muito próximas/boas relações - o
observador do observador.
O informador
certo pode ser o sucesso ou o estrago da pesquisa.
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É aconselhável:
Não deixar
que se saiba exactamente o que se anda a estudar
alguma camuflagem
Conversa
fiada
Não é necessário que respondam logo ao que se
deseja - é preciso ser paciente - perguntas
abertas - não directivas
Guiar depois a conversa
É preciso saber tão bem o que perguntar como
o que não
perguntar
Como perguntar
Saber fazer uma pergunta "agressiva" em
"soft way" de modo suave
Sinais de EMPATIA
Comentários de reafirmação
"claro - é chato! pois!
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Adquirir a linguagem
Como usar sentidos
diferentes em contextos diferentes
O vocabulário específico - o contexto
A gíria e o calão
- a sua circunscrição:
ou está dentro ou fora!
A linguagem
não verbal
Notas/DADOS - RECOLHA
tempo a registar - capacidade de síntese
pormenor - observar
três horas de registo para uma de observação
Encontrar alguêm de confiança - colega - para ler
as notas.
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Memória
Tomar atenção
O problema é não reparar.
Estado de permanente ALERTA
Poder mudar - saber passar de grande angular para
tele-objectiva-concentrar (o estudo na casa de idosos/os espaços e as salas - a
distribuição das pessoas).
Procurar palavras-chave, sintetizadoras/indíces
Concentrar-se nas primeiras e últimas informações
(depois o resto aparece) lembrar-se como, com quê começou a conversa.
PlayBack das cenas mentalmente - rever
Deixar o lugar logo que tenha a memória cheia
Logo a seguir registar o observado
Desenhar um esquema do local observado e traçar os
seus/nossos movimentos e deslocações dentro do cenário.
Destacar no esquema os pontos dos acontecimentos e
conversas antes de se registar em pormenor.
Se tiver de haver um tempo maior entre a
observação e o registo, gravem-se os tópicos - o essencial que leva ao resto.
Guardar os dados perdidos e relembrados mais
tarde.
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A FORMA DAS NOTAS
Cada um desenvolve o seu estilo
(livro da inquèrito)
1. Começar cada conjunto com um título - indexação
2. Incluir o esquema do espaço no início
3. Deixar margens para comentários
4. muitos parágrafos. Frases curtas
5. Utilizar aspas para as frases registadas
6. Utilizar pseudónimos para os nomes das pessoas
e lugares - perigoso em caso de perda
7. Fazer fotocópias das notas - três
- à mão
- Bem guardado
- Para ser lido por outros
- para montagem
COMENTÁRIOS
do observador - sentimentos/preconceitos anotados
interpretações/intuições + perguntas.
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As palavras e as expressões devem ser descritivas - evitar os juizos (de
valor)
Descrição do espaço e equipamento
Descrição das pessoas - com cuidado e pormenor
Equipamento - vestuário, modas usos, etc.
As mulheres levavam as carteiras quando saíam da
sala do edifício. Um tempo para
perceber que eram posições subordinadas - sem chave - não acesso a....
Registar as suas próprias acções e atitudes
O que não se percebe (de imediato)
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SAIR
Parece não haver fim - saturação da recolha
já não há informação - só recorrência
Sair aos poucos - ir voltando de vez em quando
Manter o Acesso à documentação
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ÉTICA
promessa de confidencialidade/segurança
ENTREVISTA EM PROFUNDIDADE