Micorrização in vitro de plântulas de pinheiro manso (Pinus pinea L.) obtidas via organogénesis

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Zavattieri  M. A.*, Oliveira P**., Peixe A.V.*, Barriga J**., Cavaleiro C.*

 * Laboratório de Melhoramento e Biotecnologia Vegetal – Instituto de Ciências Agrárias Mediterrânicas – Universidade de Évora

** Laboratório de Microbiologia – Instituto de Ciências Agrárias Mediterrânicas – Universidade de Évora

 

Introdução

Este trabalho insere-se num Projecto Nacional sobre “Melhoramento do Pinheiro manso (Pinus pinea L.) para a produção de pinhão na Região Sul”, financiado pelo Projecto PAMAF. O estudo realizado teve como objectivo incrementar o número de plantas aclimatadas mediante o desenvolvimento de uma técnica de micorrização in vitro de plântulas de pinheiro manso obtidas via organogénese. Os trabalhos efectuados podem ser resumidos em:

Recolha de micorrizas no Pinhla de Valverde (Alcácer do Sal).

Isolamento e cultura de micorrizas e dos fungos derivados.

Identificação das micorrizas e dos fungos.

Micorrização in vitro  in vitro de plântulas provenientes de organogénese com os fungos micorrizicos

Material e Métodos

Rebentos de pinheiro manso foram obtidos via organogénese a partir de cotilédones de sementes maduras de árvores seleccionados pela qualidade do pinhão.

Os rebentos obtidos foram induzidos a formar raízes axilares em meio WPMR1 (Lloyd e Mc Cown, 1980; 1 mg l-1 de ANA de cultura  por fases.

Foi realizada uma  inoculação com fungos micorrizicos do meio de cultura que continha rebentos com raízes axilares formadas na fase anterio. O meio onde foi feita a inoculação foi o mesmo da fase anterior , neste caso formado por duas camadas, a inferior sem sacarose e a superior com 0.2 %.

Ao fim de 20 dias as plântulas foram transferidas para vermiculite estéril e regadas com o meio WPM sem sacarose. As condições até esta fase foram, fotoperíodo de 16 horas luz e 24ºC dia, 19 ºC noite.

As plântulas micorrizadas são transferidas para um substrato composto formado por turfa, areia e perlite (1:1:1), completando a fase de aclimatação num fitoclima em condições ex vitro, com fotoperíodo de 16 horas e termoperíor de 26ºC dia e 20ºC noite e 85% de humidade relativa.

 

 Resultados

 Os resultados mostram um duplo efeito positivo durante o proceso. A inoculação dos fungos no meio onde crescem as plantas, induziu novas raízes devido possivelmente a produção de substâncias do “tipo auxina” do fungo nesse meio. As plântulas apresentaram  raízes micorrizadas evidentes no final da fase de aclimatação na vermiculite. O segundo efeito foi um maior desenvolvimento dessas plantas comparativamente com as obtidas pelo mesmo processo mas sem inoculação de fungos. Esta simbiose permite incrementar a percentagem de plantas aclimatadas, não so pelo incremento da área exploradas pelas raízes como possivelmente por uma maior assimilação de CO2 e uma menor taxa de transpiração.

 

 

Bibliografia

Guehl J. M., Mousain D., Falconnet G., Gruez J. 1990. Growth, carbon dioxide assimilation capacity and water use efficiency of Pinus pinea L. seedlings inoculated with different ectomycorrhizal fungi. Annales des Sciences Forestiers. 47 (2): 91-100